14 de setembro de 2015

Meus medos

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Você sabe que eu invento mil coisas para te fazer rir,e com esse jeito meio boba eu pareço indestrutível,mas tenho medos,muitos medos.
Meu pior medo é ver você longe de mim,penso em como seria sobreviver sem o seu abraço,sem sua cabeça encostada no meu ombro sussurrando aquela canção baixinho e me fazendo sorrir.Tenho medo de que um dia me esqueça e eu não passe de um capítulo borrado no livro da sua vida.E tenho ainda mais medo de um dia você parar e se perguntar que raio de sentido eu tenho para você e decida simplesmente partir.
Eu não demonstro em alto e bom som como minhas incertezas me consomem até antes de eu finalmente te encontrar e pousar uma pequena lágrima que você nem sente no seu blusão quente de inverno.E teimo em não mostrar meu lado controverso para não te assustar com as minhas preocupações.
Mas eu ainda tenho medo,de olhar para o lado e não mais te encontrar,de ficar um dia sequer sem lembrar de você e não sentir sua falta.Tenho medo de te ver sorrindo por aí sem nem lembrar que eu existo e esses medos pueris afastam qualquer sinal de coerência,eu perco o rumo mesmo sabendo que ele não existe em mim.
Faço coisas bobas e deixo que suas palhaçadas me entretenham,mas é só eu me afastar para todos os meus medos voltarem,eu me entrego às aflições e me desespero,mesmo você tendo prometido por mil vezes que ficaria aqui para sempre,e eu me pergunto se o para sempre é longo o bastante,se seria suficiente para eu deixar de ter medo.
Ás vezes é sim o bastante, e outras tantas vezes parece distante demais para tocar,ahh,esses momentos findos,e novamente uma chuva de perguntas que eu não sei responder recai sobre mim.
Em meio a todo esse caos vem você,na sua armadura de cavaleiro,afugentando os males e dizendo o que eu preciso ouvir,me abraçando forte e tentando apagar minhas dúvidas,que,por fim,consegue,vence toda essa confusão que eu tento manter em segredo,livrando de mim qualquer resquício de loucura,me fazendo esquecer dos detalhes que não convém.
Lá vem você,príncipe sem cavalo ou castelo,de jeans e camisa escura,cantarolando a nossa música e me fazendo,enfim,sorrir.
Me ocorre que eu faço um papel de boba,tendo essas dúvidas tolas,mas ainda assim eu faço,pois é por você.

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