8 de dezembro de 2017

Em minha gaveta

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Em minha gaveta se escondem os mais profundos segredos de uma alma um tanto quanto ensandecida e desigual, palavras caricaturais de uma mente espaçosa e inútil, fragmentos sem forma definida que flutuam na imensidão dos meus "eu" tentando se infiltrar nos espaços vazios de um trecho completamente egoísta de mim.

Em minha gaveta há um enorme monte de papéis preenchidos completamente a esmo, na intenção de que eu conseguisse me expressar e deixar fluir, dedicatórias sem nomes definidos, descrições exatas de pessoas que nem sequer saberiam ser descritas, e, em vão, leriam essas palavras sem nem serem atingidas.

Em minha gaveta estão as cartas que me arrependi de escrever, os versos que alguém não mereceu, as histórias de amor que tiveram seu final, os medos, angústias e devaneios de alguém que não sabe fazer nada além de rabiscos tortos que são preenchidos por tinta como se fossem veias sedentas de sangue e, quando escurece, não sabe como iluminar.

Em minha gaveta eu me vejo, me reflito, sou egoísta e antipático, me fecho e só converso com as palavras, pessoas, aos montes, não me convém, desisto de tentar entender o que tudo isso representa, são apenas pensamentos de uma mente espaçosa e inútil, numa alma um tanto quanto ensandecida e desigual, em minha gaveta há quem eu sou, sem tirar nem pôr, apenas meu EU.

6 de dezembro de 2017

Pensamentos no Silêncio

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O texto de hoje é uma colaboração de um incrível parceiro,o Wellington do Blog Alívio Imediato,queria agradecer imensamente por ter aceito a proposta e ter criado esse texto comigo :D

No silêncio dos meus pensamentos tudo grita,como um auto falante que ecoa por horas tentando me lembrar da sua ida, me fazendo questionar todas as certezas que eu já tive um dia e fazendo transbordar em mim fragmentos completamente aleatórios de você.

Por sua ausência presente em meus longos dias, tudo ao redor me faz lembrar de ti. Já li dezenas de vezes seus livros favoritos, hoje entendo seu fascínio por essa coleção que fiz questão de comprar. Nos trechos mais românticos sinto sua presença, meu coração acelera e posso ouvi-lo no silêncio dessa madrugada fria e solitária.

Eu,inerente ao tempo que passa, sobrevivo com os passos lentos da minha caótica mente, chamando por um ser que não voltará mais e tentando juntar o que sobrou de mim mesmo no escuro, como se as peças fossem se encaixar novamente, eu sei que não vão...
Ah essa minha mente...

Insiste em sonhar em momentos só nossos, me faz sorrir novamente porque sonhar contigo ainda é minha unica opção. Por não acreditares em meus sentimentos queres levar meus sonhos e meu sorriso. Imploro que não os leve contigo, são nossos deixe-me cultivar esse amor por amor a ti, na esperança que tudo se encaixe um dia.

Uma cópia gravada na memória como um imã de geladeira que a gente não se desfaz, pode desbotar, rasgar, quebrar, mas ele continuará lá, intacto em sua conjectura...

Me questiono que amor é esse que  suplica, procura e me rejeita. Parece não perceber que ele nasceu de coisas pequenas... Simplesmente, a arte de se dar. São coisas inevitáveis, como o fim que um dia chega. E me atormenta não viver o presente amarrado às interrogações que te prendem e sufocam seu ser, com isso, nem ao menos quis saber se eu caminharia sem você...


Obrigada Wellingnton :D

4 de dezembro de 2017

Resenha | O Caso dos Dez Negrinhos

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Título: O Caso dos Dez Negrinhos(E não sobrou nenhum)
Autor: Agatha Christie
Ano: 1939/ 2000(Edição Globo)
Editora: Editora Globo
Páginas: 219


Sinopse:


Dez pessoas diferentes recebem um mesmo convite para passar um fim de semana na remota Ilha do Negro. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis e inescapáveis então se sucedem. E a cada convidado eliminado, também desaparece um dos soldadinhos que enfeitam a mesa de jantar. Quem poderia saber dos dez crimes distintos? Quem se arvoraria em seu juiz e carrasco? Como escapar da próxima execução?

"Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove; 
Um deles se engasgou e então ficaram nove. 
Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito! 
Um deles cai no sono, e então ficaram oito. 
Oito negrinhos vão a Devon de charrete; 
Um não quis mais voltar, e então ficaram sete. 
Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis 
Que um deles se corta, e então ficaram seis. 
Seis negrinhos de uma colméia fazem brinco; 
A um pica uma abelha, e então ficaram cinco. 
Cinco negrinhos no foro, a tomar os ares; 
Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares. 
Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez 
O arenque defumado, e então ficaram três. 
Três negrinhos passeando no Zoo. 
E depois? O urso abraçou um, e então ficaram dois. 
Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum;
Um deles se queimou, e então ficou só um. 
Um negrinho aqui está a sós, apenas um; 
Ele então se enforcou, e não ficou nenhum."



Opiniões da blogueira:


Eu sou meio suspeita para falar da Agatha, já que ela é a minha autora preferida desde 2013 quando tive o primeiro contato com suas obras, o jeito como O Caso dos Dez Negrinhos foi desenvolvido, sem nem deixar resplandecer o culpado, me fez transformar esse livro em um dos meus Top 10, mas vamos à história:

10 pessoas são convidadas para passar uma semana na Ilha do Negro, um lugar afastado da civilização onde só é possível chegar de barco ou lancha, já na primeira noite são levados ao pânico por uma voz misteriosa que os acusa de crimes não investigados ou absolvidos pela justiça, a morte de uma criança afogada, uma negligência ao socorrer a patroa, um envio premeditado para a morte, uma cirurgia mal feita, uma sentença oposta ao que se esperava, o massacre de inocentes, uma gravidez que levou a graves consequências, o testemunho falso que levou à morte, e um atropelamento com duas vítimas fatais.
Todos se explicam e tentam convencer os demais de sua inocência, porém, ao se verem sozinhos e isolados na Ilha, eles só tem uma certeza: O assassino só pode ser um deles.

Uma a uma as mortes vão acontecendo, seguindo os versos de uma trova infantil, e quanto menos pessoas sobram mais dúvidas surgem, apenas no último capítulo o assassino se revela, em forma de carta, quando a Scotland Yard não tem mais pistas para seguir.

O mais me impressionou nesse livro foram os quinze capítulos de puro suspense e um epílogo de tirar o fôlego, o jeito como Agatha construiu a história sem nem ao menos nos fazer suspeitar, esse é o livro que eu considero mais bem construído por ela e acho que é uma leitura válida para qualquer momento, eu li em junho de 2016 a primeira vez e reli agora em novembro de 2017, na releitura consegui me impressionar ainda mais,recomendo muito que leiam.



Onde achar?

- Estante Virtual --R$16,00
- Saraiva-- R$ 24,90
- Ler online-- Skoob
Ler online-- Le livros


Esse é mais um livro fantástico da Agatha,espero que leiam e se aventurem nessa busca pelo assassino.
E você,já leu algum título da autora? Me conta :D

1 de dezembro de 2017

Parabéns para nós

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Hoje, 1 de dezembro, comemoramos mais um ano de Little Wonders.
São três anos de textos, resenhas, e muitas histórias construídas.
Só quero agradecer a cada um de vocês e vamos em frente, rumo a mais um ano recheado de blog pra gente rsrs.
Como dizia um grande sábio
"Somos o que repetidamente fazemos, a excelência, portanto, não é um feito e sim um hábito"

Olhe para mim

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Olhe para mim, talvez possa me enxergar, talvez consiga me ver nessa imensidão de confusões que eu tenho, e, assim, talvez, possa entender como eu ainda continuo, dia após dia, com ânsia de seguir em frente...
Olhe as minhas cicatrizes, os ralados e os pontos, veja o que já me foi proporcionado, dores que remédio nenhum estancou, mas que foram necessários no momento para me fazer compreender um fato da vida "ela sempre continua".

Olhe para mim, esses olhos cheios de lágrimas, o cabelo fora do lugar, a dúvida estampada no olhar, veja, que mesmo assim eu prossigo, é necessário, é um alívio, porque ficar parado no mesmo lugar aciona o fracasso e ele teima em nos fazer reféns...

Olhe para mim, eu digo que é preciso ser como um barco navegando em alto mar, o sol pode brilhar e guiar o caminho, mas também haverá tempestade, seu barco não é frágil, ele aguenta os trancos, você pensa que não e quando vê já está atravessado o caminho, é preciso navegar, é preciso continuar...

Olhe para mim, eu sei que você consegue e você sabe também, só não quer acreditar, mas é preciso, porque a vida vai te chacoalhar até você despertar, vai doer e magoar sim, ninguém disse que seria fácil,mas como disse um grande sábio "Você vai ser feliz, mas antes a vida vai te ensinar a ser forte"
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