2 de novembro de 2018

Utopia de poeta

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Escrevi coisas que meu peito pediria para apagar, e meu ego ia rolar para longe, escrevi como quem se despede, como quem chora, como quem não tem amanhã. E nos papéis eu sangrei, eu escorri como uma ferida aberta que o tempo há de cicatrizar...

Meus heróis estão todos longe, não me querem enganar, pois são como eu, feridos, desleixados e tão inutilmente solitários que no silêncio somente podem encontrar a paz.
Não quero voltar ao passado, não quero os erros do mundo, já bastam meus soldados de tinta que abandonaram o posto quando a luta se mostrou grande demais.

Eu preciso da minha realidade inventada nas masmorras da minha vida, preciso do ar falso que corrobora as mentiras que eu criei para mim, e preciso sentir me seguro de mim.

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