30 de julho de 2018

Tão eu

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Os sonhos maiores que a mente, o cabelo mais rebelde que a vida, a indecisão e ansiedade constante, as palavras que parecem ter surgido em outro século, as músicas das décadas em que eu nem era projeto, isso tudo é tão eu.

Tão eu que já me fez refletir inúmeras vezes de quem eu sou, de quantos defeitos eu tenho, de quantos mundos foi preciso eu me desfazer para seguir em frente, e percebi que não há descrição mais exata do que tão eu.

Aí você me pergunta, mas quem eu sou afinal? Não saberei de responder por certo, pareço ser tanta gente numa gente tão pequena quanto eu, que quer abraçar o mundo todo mesmo não conseguindo abraçar completamente alguém maior do que eu, uma pessoa de olhos míopes e cansados, mas que ainda enxergam belezas escondidas em algum lugar.

Alguém que não sabe muito bem o que quer e onde chegar, mas vai trilhando esse caminho lentamente, carregando pedra por pedra, tendo cortes e cicatrizes para se lembrar, tão eu, que não poderia ser mais ninguém...

27 de julho de 2018

Poeta da madrugada

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01:54 am.
Eu cheguei a simples conclusão de que não sou um poeta da madrugada, simplesmente porque eu sinto um sono descomunal e irreversível, fico completamente irritadiço e não gosto nem de tocar na caneta, mas eis me aqui, mais uma noite em claro olhando para o teto do meu quarto e torcendo para o sono chegar de uma vez, ensaiando futuros numa mente cansada e mergulhando na poesia do silêncio da noite.

Eu não sirvo para descrições exatas, mas existe um passarinho piando sem parar e um cachorrinho chorando baixinho porque ninguém lhe deixa entrar, na parede, às vezes me assusta ao ver refletida a sombra da janela, um medo de que o dia amanheça lentamente e eu ainda esteja aqui divagando sobre essa imensidão.

Não sou um poeta da madrugada, nem sei se sou poeta, talvez eu só seja alguém sem rumo que se saiu bem ao usar algumas palavras aqui e ali, mas eu sigo esse caminho incerto, olhando para teto e pensando que sem essas palavras eu jamais saberia o que seria de mim...

25 de julho de 2018

Às vezes

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Às vezes eu não sei dizer sobre meus versos, nem sobre as vezes que eu não sei quem sou, nem sobre os momentos em que a solidão se apossa dessa mente calejada pelo tempo e que visita passados e presentes que não lhe pertencem.

Às vezes eu não sei expressar o que me causa ver suas asas presas pelo mundo que poda seus sonhos mais vívidos por medo de te ver crescer e nesse emaranhado de histórias que eu nem sempre vivo, meu eu se dispersa tentando entender o que ainda me faz estar aqui, no meio desse caos tão sem porquês ou razões aparentes.

Às vezes eu sigo pegadas na areia torcendo para achar o caminho para casa, e sinto a lágrima cair solitária quando o caminho chega ao fim sem me levar ao destino, e às vezes eu escrevo palavras tão sem sentido que espero, em algum momento, tornarem-se guias de outros caminhos.

23 de julho de 2018

Minhas Palavras

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Não sei em que momento eu encontrei as palavras, nem sei quando elas se transformaram em mim, não sei dizer desde quando eu não me vejo sem elas, e não sei se há como tirá-las de mim.
Em algum momento entrei nesse mundo paralelo, e finquei raízes nesse solo tão castigado pelo tempo, ensaiei dizeres e versos infinitos, mas nada se compara a leveza de escrever aleatoriamente, sem traço certo ou história pronta, nada supera a beleza de um roteiro desconhecido.

Nesses caminhos meio tortos eu encontrei meu lírico, minha meta de poesia, descobri a mim mesma como um ser em transição, moldado por eventos únicos e histórias com finais nem sempre felizes, eu, ser lírico vi nascer em mim a necessidade da escrita, das palavras, e o medo de vê-las se perderem de mim, mas sempre seguindo em frente nessa correnteza, esperando ser forte o bastante para não afundar.

Hoje o que é poético vive aqui, e o não poético também, não sei bem definir o que foi essa enxurrada de palavras no meu caminho, em que período da vida eu aprendi, mas hoje eu sei que não importa a letra torta, não importa a colocação talvez desconexa, não importa a inabilidade de dizer o que pensa, é na escrita que eu posso descansar.

20 de julho de 2018

Ficar bem sozinho

2 comentários: | |

Um relacionamento pode acabar a qualquer momento, mas você continua aqui, então porque achar que sua vida também acabou?

Essa é uma ideia abstrata que criamos ao longo da vida, é preciso encontrar a metade da sua laranja, é preciso casar, quiçá ter filhos, construir uma família linda e que faça as pessoas terem inveja ou orgulho, mas ninguém te ensina a ficar bem sozinho, é por isso que muitos acham que o fim do relacionamento também significa o fim de si mesmo.

E é por isso que as pessoas continuam em relacionamentos abusivos e repressores, porque o mundo não te aceita como uma pessoa solteira que não está em busca de ninguém, mas já parou pra pensar se a metade que você tanto busca está contigo mesmo? Se ficar sozinho é uma solução normal e totalmente indolor?!

Nascemos sozinhos, passamos a infância toda sozinhos e porque justamente agora você precisa desesperadamente de alguém? Quando você aprende a ficar bem sozinho, aprende também a não se entregar a qualquer pessoa, aprende a ser mais seletivo sobre quem pode permanecer, e esse é um dos passos do amadurecimento que ninguém ousa te contar.

Aprenda a se bastar, a ficar bem consigo mesmo e quando aprender isso, você vai conquistar seu amor próprio e sua felicidade.

18 de julho de 2018

Epitáfio

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Deixarei escrito aqui, não na minha lápide, não numa carta póstuma, deixarei aqui, na confissão da minha alma, nas estranhas combinações que regem o meu ser, deixarei registros que se perderão no passar do tempo, tudo bem, nem tudo que escrevemos se constitui em eternidade.

Minha letra rabiscada e ilegível, para os meus sentimentos mais confusos e ilegíveis, marcas do passado e do presente, dores, amores, sorrisos e despedidas, um embolado de histórias e momentos que moldam sua interlocutora, que revelam a estrada em um caminho complexo, e carrega no meio importantes transformações.

Não quero pena, nem a sua insensata forma de dizer que eu era especial, não se provam amor aos mortos, aos vivos sim, que merecem saber, não caia aos pés de ninguém, não faça esse espetáculo como se a partida fosse um picadeiro, diga seu adeus silencioso e vá.

Eis aqui meu epitáfio: " Foi alguém como tantos outros alguém e não merece nada mais que isso."

16 de julho de 2018

Resenha| Ainda sou eu

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Título: Ainda sou eu
Autor: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Ano: 2018
Páginas:400


"Existem limites, e eles existem para o bem de todos."

Sinopse:

Sequência dos romances Como eu era antes de você e Depois de você, que arrebataram o coração de milhares de fãs, Ainda sou eu conta, pela perspectiva delicada e bem-humorada de Lou Clark, uma história comovente sobre escolhas, lealdade e esperança.

Lou Clark chega em Nova York pronta para recomeçar a vida, confiante de que pode abraçar novas aventuras e manter seu relacionamento a distância. Ela é jogada no mundo dos super-ricos Gopnik — Leonard e a esposa bem mais nova, e um sem-fim de empregados e puxa-sacos. Lou está determinada a extrair o máximo dessa experiência, por isso se lança no trabalho e, antes que perceba, está inserida na alta sociedade nova-iorquina, onde conhece Joshua Ryan, um homem que traz consigo um sopro do passado de Lou.
Enquanto tenta manter os dois lados de seu mundo unidos, ela tem que guardar segredos que não são seus e que podem mudar totalmente sua vida. E, quando a situação atinge um ponto crítico, ela precisa se perguntar: Quem é Louisa Clark? E como é possível reconciliar um coração dividido?
Sequência dos romances Como eu era antes de você e Depois de você, que arrebataram o coração de milhares de fãs, Ainda sou eu conta, pela perspectiva delicada e bem-humorada de Lou Clark, uma história comovente sobre escolhas, lealdade e esperança.

" Eu estava no único lugar do mundo onde eu deveria estar"

Opiniões da blogueira:

É realmente muito difícil dar sequência a uma história com o peso das aventuras de Louisa Clark, principalmente quando se constrói todo um público cativado desde o começo, mas esse livro me surpreendeu positivamente.
O começo da leitura é um misto de lembranças, que flui um tanto quanto devagar, mas no meio da história já estamos lendo sem parar,e quando chega no fim fica aquela sensação de querer mais, de descobrir mais e fantasiar um final para nossos personagens tão queridos.
Agora Lou está num mundo completamente diferente, embora Will Traynor tenha tido dinheiro, a nova família para quem ela trabalha tem um exército de pessoas prontas para servir e bajular seus chefes, e isso impressiona nossa protagonista, no meio de tanta falsidade e histórias incompletas ou escondidas, Lou começa a se perguntar sobre si mesma, será que seu relacionamento dará certo? Será que ela é mesmo a velha Louisa de sempre, ou será que ela se tornou alguém completamente diferente?
É baseado nesses dramas pessoais e naqueles que a rodeiam que Louisa vai levando seus dias em Nova York e descobrindo a si mesma a cada dia, o que eu mais gostei nessa narrativa é que ela é direta e objetiva, você vai sentindo cada pedaço da história e se envolvendo com os diversos personagens da trama, pode sentir raiva em alguns momentos, mas no fim compensa cada sentimento, acredito que quem leu os dois primeiros livros tem o Como eu era antes de você como favorito, mas não descarta esses dois últimos livros como parte de uma história que encantou milhares de corações, então recomendo que leiam e se encontrem nesse universo criado por Jojo Moyes.

"Você só demorou um pouco para encontrar seu caminho"

Onde achar?


- Saraiva
- Americanas
- Buscapé
- LeLivros

"Nunca há uma hora ou um lugar"

Bom, é isso, espero que tenham gostado da resenha, e aí, você já leu? O que achou?
Me conta tudo :D
Beijos ^.^

11 de julho de 2018

Se eu disser que estou do seu lado...

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Se eu disse que estou do seu lado, eu estarei, sem promessas quebradas ou desilusões, estarei na presença física ou virtual e no cuidado de cada palavra, ouvirei seus medos, suas crises e estarei do seu lado nos momentos em que a tristeza repentina ou a alegria desenfreada tomarem conta do seu ser.

Se eu disser que seu sorriso é coisa mais importante, não duvide de mim, não ache que eu estou sendo condescendente ou gentil, é a realidade, não existirão mentiras ou o inflar do ego desnecessariamente, vou te dizer quando não concordar com algo, mas sempre irei apoiar as suas escolhas, estarei aqui, sempre que precisar.

Se eu disser que seus sonhos também serão meus, não discorde ou tente me afastar deles, escolhi dividir cada passo meu contigo e acompanhar cada caminho seu, espero que veja isso e entenda que se eu disser que estou do seu lado eu realmente vou estar do seu lado para o que vier...

9 de julho de 2018

Sobre fazer falta

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Esse é um texto essencialmente reflexivo, aleatório e sem sentido...

Ultimamente eu tenho pensado muito sobre as pessoas e suas ideias absurdas de que é preciso fazer falta para que se fortaleçam os laços, sejam de amor, amizade ou até mesmo na família, mas eu não concordo com isso.

Primeiro porque todos nós somos substituíveis no século XXI, se você fingir não se importar vai magoar uma vez, duas vezes, três vezes, até que não vai magoar mais, só que também não vai causar sentimento nenhum, e aí está o perigo, você corre o risco de perder pessoas realmente importantes na sua vida porque ficou achando que causar saudade nelas era algo essencialmente necessário, então reflita.

Como disse um escritor certa vez 'Distâncias causam esquecimentos" e uma vez que você percebe que não causa tanta diferença na vida de alguém fatalmente vai acabar amenizando o impacto dela na sua vida, é algo natural e humano, por isso, não deixe de mostrar como alguém é importante, não faça falta de propósito, não cause sofrimentos desnecessários, você pode obter consequências não favoráveis.
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