E muitas vezes nós temos medo da altura, porque na vida as rodas gigantes são bem maiores, os medos mais reais, as faltas de ar infinitamente mais doloridas, mas mesmo assim insistimos em continuar, para que consigamos alcançar nosso objetivo, para que mais um medo seja superado, seres humanos teimam em achar que precisam estar sempre felizes e confortáveis, mas a vida acontece quando, no desconforto, encontramos a saÃda...
Eu já tentei entender várias vezes o que leva alguém a ir até o topo e não querer observar a vista, e cheguei a conclusão que talvez nem sempre a pessoa realmente queira estar ali, talvez ela se sinta obrigada a isso e não vê razão para que aproveite a estadia, ela só quer que o passeio acabe para voltar ao que era antes, e agora eu percebo que somos todos assim, às vezes fazemos algo porque precisamos e na ânsia de terminar logo deixamos desvios mal terminados que depois vão se prostrar bem na nossa frente e cobrar uma finalização digna, seres humanos teimam em achar que quanto mais rápido o trabalho for feito, mais rápido voltaremos ao que nos interessa, mas a vida te joga na cara as pressas fora de hora....
Admitamos, então, que somos como rodas gigantes, vamos, em segundos, de um bom momento a um péssimo momento, mas aà chegamos ao destino, novas pessoas entram, novas pessoas saem, mas nós continuamos o caminho, não inteiros, porque o tempo nos atropela, mas firmes como devemos ser, seres humanos teimam em achar motivos para continuar, e a vida faz questão de mostrar que, pelo menos nisso, eles estão certos.



