Nesse rosto sorridente eis que caem pequenas gotas de chuva, molham toda a extensão do que um dia pareceu ser protegido e mostram uma fragilidade que antes se escondia, não existem cortinas, tudo é claro e esse rosto é meu. Exposto em seu momento mais sombrio, deixado para a platéia observar, e isso dá medo.
Gotas de chuva salgadas em um oceano que inunda de dentro para fora, que sensibiliza e fragiliza um ser tão cansado dos tempos passando lentamente na janela da vida, e nos sorrisos que escondem as verdades que permeiam em cada parede de quem eu sou, e não se permite descansar.
Enquanto a chuva silencia o mundo lá fora, aqui dentro é caos, e os medos se tornam mais reais e acessÃveis, mesmo assim, a chuva sempre passa, eis que surge o arco iris, a alma descansa, os olhos reabrem e secam, a mente não borbulha mais da mesma maneira, gotas de chuva chegam ao chão e sempre regam novas flores...












