25 de julho de 2018

Às vezes

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Às vezes eu não sei dizer sobre meus versos, nem sobre as vezes que eu não sei quem sou, nem sobre os momentos em que a solidão se apossa dessa mente calejada pelo tempo e que visita passados e presentes que não lhe pertencem.

Às vezes eu não sei expressar o que me causa ver suas asas presas pelo mundo que poda seus sonhos mais vívidos por medo de te ver crescer e nesse emaranhado de histórias que eu nem sempre vivo, meu eu se dispersa tentando entender o que ainda me faz estar aqui, no meio desse caos tão sem porquês ou razões aparentes.

Às vezes eu sigo pegadas na areia torcendo para achar o caminho para casa, e sinto a lágrima cair solitária quando o caminho chega ao fim sem me levar ao destino, e às vezes eu escrevo palavras tão sem sentido que espero, em algum momento, tornarem-se guias de outros caminhos.

23 de julho de 2018

Minhas Palavras

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Não sei em que momento eu encontrei as palavras, nem sei quando elas se transformaram em mim, não sei dizer desde quando eu não me vejo sem elas, e não sei se há como tirá-las de mim.
Em algum momento entrei nesse mundo paralelo, e finquei raízes nesse solo tão castigado pelo tempo, ensaiei dizeres e versos infinitos, mas nada se compara a leveza de escrever aleatoriamente, sem traço certo ou história pronta, nada supera a beleza de um roteiro desconhecido.

Nesses caminhos meio tortos eu encontrei meu lírico, minha meta de poesia, descobri a mim mesma como um ser em transição, moldado por eventos únicos e histórias com finais nem sempre felizes, eu, ser lírico vi nascer em mim a necessidade da escrita, das palavras, e o medo de vê-las se perderem de mim, mas sempre seguindo em frente nessa correnteza, esperando ser forte o bastante para não afundar.

Hoje o que é poético vive aqui, e o não poético também, não sei bem definir o que foi essa enxurrada de palavras no meu caminho, em que período da vida eu aprendi, mas hoje eu sei que não importa a letra torta, não importa a colocação talvez desconexa, não importa a inabilidade de dizer o que pensa, é na escrita que eu posso descansar.

20 de julho de 2018

Ficar bem sozinho

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Um relacionamento pode acabar a qualquer momento, mas você continua aqui, então porque achar que sua vida também acabou?

Essa é uma ideia abstrata que criamos ao longo da vida, é preciso encontrar a metade da sua laranja, é preciso casar, quiçá ter filhos, construir uma família linda e que faça as pessoas terem inveja ou orgulho, mas ninguém te ensina a ficar bem sozinho, é por isso que muitos acham que o fim do relacionamento também significa o fim de si mesmo.

E é por isso que as pessoas continuam em relacionamentos abusivos e repressores, porque o mundo não te aceita como uma pessoa solteira que não está em busca de ninguém, mas já parou pra pensar se a metade que você tanto busca está contigo mesmo? Se ficar sozinho é uma solução normal e totalmente indolor?!

Nascemos sozinhos, passamos a infância toda sozinhos e porque justamente agora você precisa desesperadamente de alguém? Quando você aprende a ficar bem sozinho, aprende também a não se entregar a qualquer pessoa, aprende a ser mais seletivo sobre quem pode permanecer, e esse é um dos passos do amadurecimento que ninguém ousa te contar.

Aprenda a se bastar, a ficar bem consigo mesmo e quando aprender isso, você vai conquistar seu amor próprio e sua felicidade.

18 de julho de 2018

Epitáfio

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Deixarei escrito aqui, não na minha lápide, não numa carta póstuma, deixarei aqui, na confissão da minha alma, nas estranhas combinações que regem o meu ser, deixarei registros que se perderão no passar do tempo, tudo bem, nem tudo que escrevemos se constitui em eternidade.

Minha letra rabiscada e ilegível, para os meus sentimentos mais confusos e ilegíveis, marcas do passado e do presente, dores, amores, sorrisos e despedidas, um embolado de histórias e momentos que moldam sua interlocutora, que revelam a estrada em um caminho complexo, e carrega no meio importantes transformações.

Não quero pena, nem a sua insensata forma de dizer que eu era especial, não se provam amor aos mortos, aos vivos sim, que merecem saber, não caia aos pés de ninguém, não faça esse espetáculo como se a partida fosse um picadeiro, diga seu adeus silencioso e vá.

Eis aqui meu epitáfio: " Foi alguém como tantos outros alguém e não merece nada mais que isso."

16 de julho de 2018

Resenha| Ainda sou eu

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Título: Ainda sou eu
Autor: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Ano: 2018
Páginas:400


"Existem limites, e eles existem para o bem de todos."

Sinopse:

Sequência dos romances Como eu era antes de você e Depois de você, que arrebataram o coração de milhares de fãs, Ainda sou eu conta, pela perspectiva delicada e bem-humorada de Lou Clark, uma história comovente sobre escolhas, lealdade e esperança.

Lou Clark chega em Nova York pronta para recomeçar a vida, confiante de que pode abraçar novas aventuras e manter seu relacionamento a distância. Ela é jogada no mundo dos super-ricos Gopnik — Leonard e a esposa bem mais nova, e um sem-fim de empregados e puxa-sacos. Lou está determinada a extrair o máximo dessa experiência, por isso se lança no trabalho e, antes que perceba, está inserida na alta sociedade nova-iorquina, onde conhece Joshua Ryan, um homem que traz consigo um sopro do passado de Lou.
Enquanto tenta manter os dois lados de seu mundo unidos, ela tem que guardar segredos que não são seus e que podem mudar totalmente sua vida. E, quando a situação atinge um ponto crítico, ela precisa se perguntar: Quem é Louisa Clark? E como é possível reconciliar um coração dividido?
Sequência dos romances Como eu era antes de você e Depois de você, que arrebataram o coração de milhares de fãs, Ainda sou eu conta, pela perspectiva delicada e bem-humorada de Lou Clark, uma história comovente sobre escolhas, lealdade e esperança.

" Eu estava no único lugar do mundo onde eu deveria estar"

Opiniões da blogueira:

É realmente muito difícil dar sequência a uma história com o peso das aventuras de Louisa Clark, principalmente quando se constrói todo um público cativado desde o começo, mas esse livro me surpreendeu positivamente.
O começo da leitura é um misto de lembranças, que flui um tanto quanto devagar, mas no meio da história já estamos lendo sem parar,e quando chega no fim fica aquela sensação de querer mais, de descobrir mais e fantasiar um final para nossos personagens tão queridos.
Agora Lou está num mundo completamente diferente, embora Will Traynor tenha tido dinheiro, a nova família para quem ela trabalha tem um exército de pessoas prontas para servir e bajular seus chefes, e isso impressiona nossa protagonista, no meio de tanta falsidade e histórias incompletas ou escondidas, Lou começa a se perguntar sobre si mesma, será que seu relacionamento dará certo? Será que ela é mesmo a velha Louisa de sempre, ou será que ela se tornou alguém completamente diferente?
É baseado nesses dramas pessoais e naqueles que a rodeiam que Louisa vai levando seus dias em Nova York e descobrindo a si mesma a cada dia, o que eu mais gostei nessa narrativa é que ela é direta e objetiva, você vai sentindo cada pedaço da história e se envolvendo com os diversos personagens da trama, pode sentir raiva em alguns momentos, mas no fim compensa cada sentimento, acredito que quem leu os dois primeiros livros tem o Como eu era antes de você como favorito, mas não descarta esses dois últimos livros como parte de uma história que encantou milhares de corações, então recomendo que leiam e se encontrem nesse universo criado por Jojo Moyes.

"Você só demorou um pouco para encontrar seu caminho"

Onde achar?


- Saraiva
- Americanas
- Buscapé
- LeLivros

"Nunca há uma hora ou um lugar"

Bom, é isso, espero que tenham gostado da resenha, e aí, você já leu? O que achou?
Me conta tudo :D
Beijos ^.^

11 de julho de 2018

Se eu disser que estou do seu lado...

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Se eu disse que estou do seu lado, eu estarei, sem promessas quebradas ou desilusões, estarei na presença física ou virtual e no cuidado de cada palavra, ouvirei seus medos, suas crises e estarei do seu lado nos momentos em que a tristeza repentina ou a alegria desenfreada tomarem conta do seu ser.

Se eu disser que seu sorriso é coisa mais importante, não duvide de mim, não ache que eu estou sendo condescendente ou gentil, é a realidade, não existirão mentiras ou o inflar do ego desnecessariamente, vou te dizer quando não concordar com algo, mas sempre irei apoiar as suas escolhas, estarei aqui, sempre que precisar.

Se eu disser que seus sonhos também serão meus, não discorde ou tente me afastar deles, escolhi dividir cada passo meu contigo e acompanhar cada caminho seu, espero que veja isso e entenda que se eu disser que estou do seu lado eu realmente vou estar do seu lado para o que vier...

9 de julho de 2018

Sobre fazer falta

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Esse é um texto essencialmente reflexivo, aleatório e sem sentido...

Ultimamente eu tenho pensado muito sobre as pessoas e suas ideias absurdas de que é preciso fazer falta para que se fortaleçam os laços, sejam de amor, amizade ou até mesmo na família, mas eu não concordo com isso.

Primeiro porque todos nós somos substituíveis no século XXI, se você fingir não se importar vai magoar uma vez, duas vezes, três vezes, até que não vai magoar mais, só que também não vai causar sentimento nenhum, e aí está o perigo, você corre o risco de perder pessoas realmente importantes na sua vida porque ficou achando que causar saudade nelas era algo essencialmente necessário, então reflita.

Como disse um escritor certa vez 'Distâncias causam esquecimentos" e uma vez que você percebe que não causa tanta diferença na vida de alguém fatalmente vai acabar amenizando o impacto dela na sua vida, é algo natural e humano, por isso, não deixe de mostrar como alguém é importante, não faça falta de propósito, não cause sofrimentos desnecessários, você pode obter consequências não favoráveis.

29 de junho de 2018

Andarilho

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Fonte

Eu ando sem rumo no meio de uma multidão que não me enxerga, não sei nem se enxergam a si mesmas, mas eu ando por ela de cabeça baixa, observando cada olhar triste, cada riso disfarçado ao ler a mensagem no celular, cada mente que parece longe de onde deve estar, eu vejo corpos que se deslocam, mas há pessoas que parecem não viver...

Tenho que parar de ser tão observadora, eu sei, mas é algo que eu não controlo, como um jornalista que precisa de fatos, eu preciso de palavras e pessoas, preciso da observação constante em busca de uma inspiração, e acontece do nada, uma voz diferente, um rosto distante, mil histórias que a gente não consegue descobrir, mas que imaginamos sem ter um por quê, um coração partido, uma nova paixão, a perda de alguém importante, uma vontade de voltar para casa, pessoas completamente estranhas que, em silêncio, compartilham da mesma dor.

Eu catalogo mentalmente cada expressão, surge em mim uma infinidade de opções de escrita, eu não sei muito bem como colocá-las à sua frente, é difícil ser o intermediador entre a sua dor e a do próximo, não é confortável escrever sobre verdades que também são minhas e eu teimo em tentar esconder, me assusto com a incidência de fatos que nos interligam a 'n' coisas que nós não queremos expor, mas acabamos expondo com apenas um olhar, me solidarizo com isso, é por essa razão que escrevo, por entender...

Sou um andarilho das emoções, das mentes e histórias, quem dá a 'cara' a tapa para expressar o que as pessoas não tem coragem e que representa milhares de outros por aí, não quero honras ou glórias por isso, já é uma dor suficientemente grande ser o portador desse trabalho, mas não há escolha, eu preciso fazer isso, é a minha função, eu também represento a mim mesmo, uma folha perdida no meio do universo, e essas palavras, são o meu caminho para voltar para casa.

27 de junho de 2018

Perdi as palavras

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Fonte

Perdi as palavras, ou será que foram elas que se perderam de mim?! Seja como for, as perdi, seus encaixes, antes tão perfeitos, agora não passam de rascunhos mal feitos em cadernos que eu não sei mais onde estão, letras garranchadas e ilegíveis que eu mal consigo decifrar, momentos de frenesi, loucura desenfreada, eu perdi minhas palavras.

Muitos dirão que é besteira minha, que eu escrevo e escrevo tantas vezes que é impossível não saber escrever, mas eu não sei, em algum ponto dessa minha existência eu deixei de me ligar a elas e perdi de vista quem eu era, aos poucos, parece que algo falta, mesmo que ninguém enxergue, mesmo que eu mesmo não saiba dizer o que é.

Perdi as palavras, essas companheiras de longa data de quem eu não consigo me desenvencilhar, meu ego é grande demais para ficar sem elas, sem o que elas me trazem, e mesmo sentindo que falta algo, mesmo sabendo que nada é mais como antes, eu necessito das palavras, mesmo que as tenha perdido, porque essas palavras preenchem meu ser como o ar que respiro, perdi, mas ganhei, e nem sempre poderão entender essa soma...

25 de junho de 2018

Copos quebrados

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Copos quebrados, pequenos pedaços pelo chão, mais um pedaço de vidro que se partiu, mais uma briga, mais um choro, mais um coração sem direção vagando pelas vielas da indiferença, eis aqui essa cena, devastadora, destrutível, construídas de histórias de pessoas diversas,copos quebrados, quebrados como mais um coração...

Pediria que recolhesse os cacos, mas sei que lhe machucaria mais uma vez sentir os fragmentos arranhando sua pele cansada das lutas e calejada dos variados machucados que contornam a ti, então, o que te peço é que descanse, que esqueça, eu mesmo tirarei isso do seu caminho, buscarei a pá...

Queria regar-lhe flores, mas esses cacos te impedem de me deixar entrar, tenho- as nas mãos, mas você não me permite atravessar seus copos quebrados, o que farei, então? Não quero ser um espectador da sua dor, quero ser quem, com todos os copos quebrados do mundo, consegue ainda ser seu abrigo, quero entrar...

Não vês? Todos nós carregamos essas mágoas e esses medos no peito, todos nós tentamos e fracassamos inúmeras vezes em busca do sucesso, todos nós acabamos no chão em algum momento, então porque se esconder? Por que achar que sua dor vale menos que a do outro? Não vês que no meio de todo esse caos ainda tem alguém capaz de te enxergar em sua pureza? Sem esses copos quebrados, sem esses pedaços partidos, somente a sua alma, sua doce alma na infinidade de coisas que ela representa, você.

22 de junho de 2018

Poeta

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Fonte

Em meio a tantos caos e 'não's da vida, eis que surge o poeta, um pedaço de gente numa gente inteira e que não sabe ficar parado, sua mão deseja escrever, sua alma necessita de palavras, sua alma anseia pela completude das histórias e eu fico à espreita, um mero espectador de mim mesmo, sem saber o que virá a seguir, ansiosamente tentando não me frustrar com esses passos tortos de poeta, eu aguardo as luzes se apagarem para que o show comece.

É mais uma noite em claro, porque, claro, meu poeta descansa pelo longo dia e resolve despertar pela madrugada, já perdi incontáveis folhas e cadernos com rascunhos que poderiam vir a se tornar bons livros, ou péssimos também, quem poderá saber?! E em meio a tantas palavras e sentimentos, eu espero que esse pedaço de gente poeta se sacie e me deixe dormir, ele não deixa, ele consome cada minuto da aurora, e vai se acabar lá pelas 10 da manhã, não deixo que ninguém leia, que ninguém descubra as construções desse poeta, eu apenas observo o que ele faz, espero, e não tento mais compreender, agora ele descansa, espere, eis que novamente surge o poeta.

Esse poeta não acredita em milagres, eu acredito, acredito nesse milagre que é o poeta dentro de mim, pessoas tão divergentes e tão apegadas, um traço desenhado aleatoriamente na minha existência, sem títulos ou rótulos, apenas poeta pedaço de gente no meu pedaço de gente, meu poeta, se é que ele me pertence, sem saber, eu só seguirei...

20 de junho de 2018

Os sonhos tem sua voz

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Fonte

Hoje eu sonhei contigo de novo, mais um dia de saudade, de sentir o peito transbordando ouvindo sua voz em mim, mais um dia de lágrimas, sim, infelizmente ser forte ainda não é uma das minhas habilidades, porque eu sinto falta de você, tanta falta que eu não sei como lidar.

Já são cinco anos, né?! Cinco longos anos onde eu me apego ao que ficou de você aqui, as fotos, o sorriso e o olhar brilhante no meu celular, me disseram que tudo que eu preciso ter de você está na minha mente e no meu coração, mas eu tenho medo, sabe?! Medo de te deixar se perder de mim, e isso é o que dói mais.

Meus sonhos tem sua voz, mesmo que você mal soubesse falar, mesmo sabendo que eu nunca tive tempo o bastante pra te ouvir chamar meu nome, ou entender quem eu era pra você, sinto sua falta querendo que o tempo congelasse antes de você sair daqui.

Eu sei, palavras infelizmente não podem te trazer de volta, são planos maiores que eu ainda não compreendo, e ainda aceito com uma dificuldade infinita, mas é por elas que eu me deixo exprimir tudo aquilo que meu coração insiste em guardar a sete chaves e não dizer.

Eu sinto sua falta, acho que todos nós sentimos, cada um a sua maneira, cada um com a sua dor, mas eu lhe escrevo nesse momento, porque sei que você está aqui, em algum lugar do meu lado, sorrindo pra mim com esse seu sorriso incompleto que me sorriu desde o primeiro dia em que te vi, e esses olhos brilhantes que iluminam meus caminhos, onde quer que eu vá...

PS: 5 anos em que eu aprendi uma frase muito valiosa do Rosas de Saron"Eu aprendi sem a gramática, que a saudade não tem tradução" 

28 de maio de 2018

Eu não digo

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Nos dizem para não demonstrar muito,que o mundo se aproveita de nossas fraquezas,que nos faz perecer lentamente no caos em que se projetam nossos erros.Mas eu sinto,e sinto muito. Sou inconstante e super expansiva que não tem controle sobre as ações impulsivas e geralmente se arrepende.
Eu não digo a ninguém que por vezes me isolo tentando encontrar em mim um sentido quase sempre perdido, e que em tardes de Domingo minha cama é o único conforto que eu quero encontrar,não me leve a mal,eu não sou do tipo que detesta a tudo e a todos,eu só preciso da minha melancolia para dar vazão aos sentimentos que emanam de mim.

Eu também não digo que meus medos regem grande parte das minhas escolhas, mesmo sabendo que fatalmente algumas oportunidades se perdem pelo caminho, algumas vezes meus medos se sobressaem, e dominam esse ser completamente frágil iluminado pela luz do luar. E eu tento reprimir esses medos, tento inconscientemente transformar minha mente para se abrir mais e entender sobre o que o mundo nos pede em retribuição, mesmo assim meus medos continuam lutando, forças escuras que se propagam e se estendem nas vielas da minha existência.

Eu não digo muito, não digo quase nada, é difícil compreender o que se passa aqui dentro,o mundo parece uma parte pequena quando se tratam dos meus pensamentos, eu não digo, mas sinto, e sinto muito.

21 de maio de 2018

Responsabilidades

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"Grandes poderes exigem grandes responsabilidades", já ouviu essa frase?De um filme, talvez?! Mas uma verdade absoluta.

Se você deseja ou almeja a um cargo melhor, se quer reconhecimento pelo que faz, se tem a necessidade de se sentir grandioso, você deve ter grandes responsabilidades, nem sempre agradáveis ou estimulantes, mas cada uma delas importante para o seu aprendizado e crescimento, é isso que a vida exige de você, de espontânea vontade ou te fazendo apanhar para corresponder.

Todas as batalhas pelas quais você passa,os tombos e os ralados, te criam para o que vem à seguir, te transformam na pessoa que você é e moldam quem você virá a ser, independente das suas escolhas e dos seus caminhos, você sempre vai absorver e internalizar as ideias e conceitos, você vai mudar e ser mudado por suas experiências; e mesmo assim vai prosseguir.

Você vai perder também e vai perder muito, vai perder pessoas e coisas materiais, vai sentir dor e sangrar, mas isso é a vida te ensinando a ser forte, é ela te dando a responsabilidade de superar, não esquecendo, porque esquecer é impossível, porém mesmo com a lembrança você será capaz de continuar.

14 de maio de 2018

Um brinde à quem me atura

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Eu acho estranho escrever para as pessoas, como uma carta confessional ou algo assim, dizer o que está guardado nessa mente expansiva e cheia de sentimentos malucos, mas tem pessoas que merecem, principalmente aquelas que aturam nosso mau humor e nossos gritos fora de hora, então eu escrevo e dedico à você que ainda me atura.

A pessoa que é fofa quando eu estou no maior pico do meu estresse, que surge com um chocolate por dia do nada e fica toda hora me pedindo para falar o motivo da minha cara de cansaço ou desânimo, que se importa quando eu vou embora e não somente fala, mas me faz ficar bem.

Os abraços fora de hora quando eu mais preciso, e as lições de moral que eu fatalmente preciso ouvir, que atura meu jeito grosso de falar o que penso sem refletir nas consequências ou na possível mágoa que isso pode causar, e que ainda assim, com toda essa minha chatice fica por perto e ouve meus desabafos ou me deixa quieta no meu canto quando eu preciso ficar.

Um brinde à você, que está sempre tentando me ajudar a entender meu mundo, que me provoca, mas consegue me trazer paz, que implica com tudo e me chama de feia, chata, insuportável em tantos momentos que eu quase chego pensar que algo daí pode ser verdade, mas que acima de tudo me atura e tenta entender essa personalidade bipolar e essa minha vontade de jogar tudo para o alto.

Um brinde à você, que mesmo com todos os meus defeitos ainda se mantém firme do meu lado, que se importa comigo mesmo quando eu sou grossa, que me elogia por coisas simples e me faz sorrir, obrigada por tudo, esse texto é para você.

11 de maio de 2018

Eu

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É difícil me conhecer, eu me escondo demais, eu me isolo demais, eu sou toda cheia de sorrisos quando por dentro eu desmorono e ninguém vê, isso porque eu sempre fui assim, eu não consigo falar sobre o que sinto, eu apenas escrevo, e nem toda escrita me reflete, mas eu estou tentando demonstrar mais, não guardar pra mim, porque dói do mesmo jeito e é difícil ter sempre que pedir desculpas.

Eu sei dos meus defeitos, das falas mais altas quando quero mostrar que estou certa, da cara fechada quando não concordo com outra opinião, da forma como eu falo sem pensar e acabo magoando alguém, do jeito que eu explodo e falo até o que não deveria, eu não gosto disso em mim, mas eu tenho plena consciência do que está aqui e tento ao máximo controlar.

Eu também sei das minhas qualidades, coisas que as pessoas podem ou não reconhecer, mas que, na essência, eu sei que está aqui, como a facilidade em entender e decorar as coisas, no jeito como eu consigo escrever e passar uma emoção diferente em cada verso, da forma carinhosa que eu tento tratar as pessoas com as quais eu me importo muito, e de saber reconhecer quando eu erro, mesmo que isso me doa profundamente.

Por isso eu estou sempre no meio da corda bamba, entre lutar com os monstros internos que estão tentando sempre dominar meu pensamento e as coisas boas que eu ainda sou capaz de fazer, em não acreditar tanto em mim quanto eu deveria e ainda assim conseguir enxergar as qualidades de cada pessoa ao meu redor e tentar passar à elas o que de tão bonito eu vejo.

Essa pessoa sou eu, confusa, muitas vezes bipolar, que chora sozinha pra não mostrar a ninguém, que fica estressada do nada e com tudo quanto é coisa boba, que se acalma com um chocolate e um abraço apertado das pessoas certas e que se desculpa, mesmo quando não estava errada só para ter sua paz restaurada. Eu, tão cheia de palavras que não sabe nem definir a si mesma, que se ama e se odeia por tantas coisas diferentes, que tenta a todo custo esconder sua essência e só se mostra quando tem a confiança nas pessoas, uma pessoa pequena com pensamentos e sonhos infinitamente maiores, assim, desse jeito, complicado, essa sou eu.

9 de maio de 2018

Por que as pessoas não escrevem como antes?

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A escrita liberta, isso é um fato, mas ela também é pesada, ela te dá um trabalho infinito, te faz rir, te faz chorar, te fazer sentir raiva e também te faz descansar, esse é um dos principais motivos de não se escrever como antes.

Eu mesma tenho minhas fases, nos momentos mais difíceis eu me isolo de tudo e nem a escrita me ajuda a relaxar, eu também acabo renegando a escrita, com muito pesar, não sei explicar muito bem porque, mas acontece e eu digo, com toda a sinceridade, que entendo que não consegue mais escrever, quem acha difícil, quem acaba por fazer qualquer outra coisa, porque escrita dá trabalho, mesmo quando seus frutos são maravilhosos.

Mas eu sempre volto à escrita, é inevitável, ela me procura nos momentos mais inesperados, ela não desiste de mim mesmo quando eu penso ter desistido dela, talvez seja essa a graça para mim, saber que, de uma forma ou de outra, nós sempre nos reencontramos, sempre estamos conectadas na palavras mais simples e eu gosto disso.

E eu também sei que é uma questão de costume, quanto mais você descobre a escrita, mais você quer escrever, quanto mais admira um texto, mais quer fazer algo parecido com ele, e a escrita se renova em muito corações, mesmo que tantos outros estejam fechados, a escrita encontra seu jeitinho de se manter presente e mesmo que a maioria das pessoas não escreva como antes ainda contém a escrita nos versos mais simples, porque a escrita faz de nós o que somos, simplesmente humanos.

http://redirect.viglink.com/?format=go&jsonp=vglnk_152322024956612&key=172579b97fa4d5e8c1a3c2918a03e499&libId=jfr9yftn01012xfz000DAkgcu062r&loc=http%3A%2F%2Flittlewonderscrm.blogspot.com.br%2Fsearch%3Fq%3Dblogs%2Bup&v=1&out=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fgroups%2Fblogsup%2F&ref=http%3A%2F%2Flittlewonderscrm.blogspot.com.br%2F&title=Little%20Wonders%3A%20Resultados%20da%20pesquisa%20blogs%20up&txt=Blogs%20Up

7 de maio de 2018

Mostrar que se importa

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O cuidado está nas palavras também, no gesto, naquele doce que você ganha fora de hora e sem esperar, no conselho bem dado, no abraço que esmaga dá colo para os seus pensamentos mais confusos, o cuidado está no olhar e na forma de se dirigir a você, na vontade de abraçar sempre que te vê e não te soltar com facilidade.

Mostrar que se importa, dizem, é o maior desafio desse século, mas é necessário se importar e mostrar importância, porque nem todo mundo sabe a diferença que faz na sua vida, até que você diga ou expresse o sentimento que você tem pela pessoa.

Cuidar, sentir-se cuidado te ajuda a enfrentar obstáculos e seguir adiante, com calos e cortes que são tratados quando alguém cuida de ti, não de forma dependente, mas de livre e espontânea vontade, que fica perto, que sabe ouvir, se faz presente sem pedir nada em troca, essas são as pessoas que você precisa em sua vida.

Pessoas que mostram que se importam, que ficam do seu lado mesmo no seu pior momento, que vão te abraçar e implicar contigo até te arrancar um sorriso, porque você é importante, é especial de alguma forma para elas,então valorize, mostre você também, porque reciprocidade é tudo.

23 de abril de 2018

Seu reflexo

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Quando cair a noite mais escura e teu sono não vier se apresentar, quando seus olhos não conseguirem se fechar e você se obrigar a parar de pensar, quando o que você mais desejar é um remédio que faça efeito no seu descanso, eu me apresentarei.

Não ache que serei condescendente, simpática, que se aninharei em meus braços acalentando seus sentimentos mais tristes, eu serei sua visão cansada no espelho embaçado do banheiro, serei seu medo mais profundo e solitário, eu estarei lá...

Serei na brisa mais suave o desconforto, no momento mais calmo a tempestade, serei o apagar da sua lâmpada queimada e a comida sem gosto que você não soube temperar, serei, assim, como teu desafeto, e você ainda vai me querer por perto, inconscientemente não me deixará partir, eu serei seu plano escondido e a ideia com a qual você convive, mas não consegue aplicar.

Serei qualquer coisa que você ouse ignorar, porque quando você enxergar seu reflexo me verá, seu eu mais íntimo e surreal, a parte de si mesmo que você observa e tenta compreender, sabe que na maioria das vezes você não obtém êxito, não se culpe, sou sua parte mais sincera, mais verdadeira, sou eu que  represento sua alma, eu sou seu reflexo...

18 de abril de 2018

Bom em despedidas

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Leia ao som de Too Good At Goodbyes

A primeira despedida doeu, foi como arrancar meu coração garganta acima torcendo para que não restasse nenhum pedaço para manter viva a esperança em um dia melhor.
A segunda despedida doeu um pouco menos, como um band aid, que saí sem água quente e sangra um pouco, você sente a pontada, mas depois de um tempo nem dói mais.

A terceira despedida não doeu, foi como uma anestesia local, no começo você fica um pouco confuso, mas quando faz efeito nada mais te afeta, você segue em frente, pode tropeçar de vez em quando, porém a caminhada segue seu ritmo.

Na quarta despedida eu abri a porta, mostrei como chegar até o lado de fora, achei que depois da terceira vez você não se atreveria a voltar, depois, mudei as fechaduras, me tornei bom em despedidas, não por escolha própria, mas por sua opção...
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