Ela sentiu a brisa no rosto e se deixou chorar,talvez para tentar tirar de si a dor que estava sufocando no peito.Mas essa pequena menina não entendia que somente a passagem do tempo poderia curá-la e remontar os fragmentos que se desprenderam do lugar.
Hoje,quando ela olha para o céu,sem esperança e sem vontade,deseja que por um milagre tudo que ela sente vire pó e que o vento sopre para longe suas angústias.E nesse imenso azul,tudo parece tão pequeno,qualquer problema insignificante,mas ela sente o peso que massacra,e por um instante se permite ter medo do futuro incerto.
O pior dessa dor,ela me diz,é que não é do tipo que o médico cura com um remédio qualquer,é uma chuva torrencial no psicológico que faz a cabeça doer,e uma sensação incansável de que algo está fora do lugar e corrói,dói mais do que se cortar ou cair,é uma dor que parece não ter nenhuma cura.
É como estar preso de ponta cabeças sentindo tudo se esvair,é como perder os sentidos involuntariamente por repetidas vezes e estar em negação consigo mesmo.
É como estar preso de ponta cabeças sentindo tudo se esvair,é como perder os sentidos involuntariamente por repetidas vezes e estar em negação consigo mesmo.
Há quem diga à ela que isso passará,mais cedo ou mais tarde,há quem nem saiba o que ela sente,porque não entende o que é se sentir assim,e,enquanto isso,ela se fecha cada dia mais,vai reduzindo os sorrisos e as vontades,vai deixando de se expressar,pelo simples motivo de não se sentir tão presente e necessária,mas mal sabe ela que aquele sorriso faz o dia de alguém melhor.
E ela me diz que espera ansiosamente pelo dia em que conseguirá se curar,quando o peito vai parar de doer e a sensação de plenitude voltará.E eu prometo a ela que durante todo esse tempo ruim ainda haverá um sol,sempre haverá uma luz,e se ela não acreditar eu provo,que não importa quantas vezes a tempestade se instale,no final o arco-íris vai chegar.






